As principais bolsas americanas registraram o terceiro ganho semanal consecutivo, liderados pelo otimismo com tecnologia e inteligência artificial, apesar de uma semana volátil. O S&P 500 subiu 0,4% e o Nasdaq avançou 0,1%, sustentados por resultados sólidos no 2T26 —crescimento de lucros do S&P 500 chegou perto de 50% a/a, o melhor desde 2021. O Dow Jones teve queda de 0,6%, pressionado por setores de valor e fraqueza no consumo. O Russell 2000 se destacou com alta de 1,1%, à medida que investidores focaram em small e mid-caps.
Os novos dados de inflação acalmaram os receios de alta de juros, mas dados do consumidor mostraram sinais de fraqueza. O CPI de julho veio em linha com as expectativas, enquanto o núcleo da inflação recuou para 2,5%. As vendas no varejo vieram em -0,6% no mês, a pior leitura em mais de um ano, acompanhadas pela queda do índice de sentimento da Universidade de Michigan para 51,0. Com isso, a probabilidade de uma alta de juros pelo Fed em setembro recuou de 50% para 30%, consolidando as expectativas de uma pausa. Os Treasuries refletiram essa divergência — o título de 2 anos caiu 2bps na semana, enquanto os títulos de 10 e 30 anos permaneceram pressionados, abrindo cerca de 5bps.
O geopolítico dominou o fim de semana, com nova escalada da guerra, o que deve dar o tom para a semana à frente. Os preços do petróleo reagiram após as esperanças de negociações diplomáticas para a reabertura do Estreito de Ormuz serem revertidas por novos ataques na região, com o Brent se aproximando de USD 90. A semana que se inicia também terá como foco as Atas do FOMC, resultados corporativos e as negociações de paz entre EUA e Irã.