As bolsas americanas avançaram pela quinta semana consecutiva, com o S&P 500 subindo 0,90%, atingindo nova máxima histórica, e o Nasdaq avançando 1,1%, impulsionados por IA e semicondutores. Os mercados mostraram resiliência, equilibrando bem a forte temporada de resultados corporativos com as atuais incerterzas do choque de oferta de energia. Na renda fixa, os juros da Treasury de 10 anos subiram 7bps para 4,37%, refletindo pressão da alta do petróleo e uma mudança nas expectativas para o Fed, enquanto os spreads de crédito permaneceram relativamente estáveis.
A temporada de resultados seguiu como principal ‘driver’ de otimismo, com mais de 80% das empresas superando estimativas e crescimento de lucros atualmente acima de 25%, liderado por tech e IA — quatro das "Magnificent Seven" reportaram forte geração de caixa apesar dos elevados investimentos em capital. O conflito EUA-Irã permaneceu como principal risco, com a instabilidade persistente no Estreito de Ormuz mantendo os preços do petróleo elevados. Enquanto isso, a Fitch Ratings reafirmou seu outlook cauteloso sobre a política fiscal americana, destacando o nível de dívida pública acima de 120% do PIB como risco para o médio prazo.
Os mercados estão digerindo o tom hawkish da última reunião do Fed, com quatro membros votando contra a manutenção do viés pró-corte para 2026. O foco principal da semana será novos dados de inflação de abril (CPI) e no relatório de emprego Payroll, importantes para avaliar se uma desaceleração econômica está se materializando. A atenção do mercado permanece voltada para a temporada de resultados, novos dados econômicos e desdobramentos do conflito no Oriente Médio.
