As bolsas americanas registraram altas na semana passada, com o S&P 500 subindo 0,9%, o Dow Jones +0,7% e o Nasdaq avançando 2,4%, impulsionado por ações de inteligência artificial e semicondutores. O destaque foi a redução das tensões no Oriente Médio, trazendo mais confiança ao apetite a risco, enquanto a primeira reunião do Fed sob o comando de Kevin Warsh trouxe expectativas mais ‘hawkish’, levando o mercado a precificar duas altas de juros de 25bps até 2027.
No mercado de renda fixa, os juros da Treasury de 10 anos ficaram próximos a 4,45%, enquanto os de 2 anos subiram 10 bps, fechando em 4,18%. O FOMC votou por manter os juros estáveis entre 3,50%–3,75%, conforme esperado. O Fed divulgou um comunicado de política monetária mais curto e atualizou suas projeções ("dot plot"), elevando expectativas de inflação e juros esperados. Os mercados refletiram isso, precificando os juros futuros esse ano entre 3,8%–4,0%, descartando cortes de juros para 2026.
No front geopolítico, o acordo de paz entre os EUA e o Irã trouxe alívio às preocupações sobre o fluxo de navios no Estreito de Ormuz, resultando em queda de 10% nos preços do petróleo na semana, enquanto ouro e prata recuaram entre 2%–5% em resposta às expectativas de juros mais altos. Na nova semana, os mercados acompanharão de perto novos desdobramentos no Oriente Médio e dados econômicos importantes, incluindo pesquisas do setor industrial e a nova leitura do PIB americano do primeiro trimestre de 2026.