Durante a semana de 13 a 17 de abril de 2026, as bolsas americanas tiveram forte alta, revertendo a correção induzida pela guerra em março e levando os principais índices a novas máximas históricas. Os mercados foram impulsionados pelo otimismo com uma possível melhora no conflito EUA-Irã, por resultados sólidos do setor financeiro e por notícias positivas sobre IA. Os principais índices registraram recuperação, com alta de 4,5% no S&P 500 na semana, ultrapassando 7.000 pontos pela primeira vez. Nasdaq e Russell 2000 também tiveram forte performance, +6/+7%. Os juros das Treasuries americanos caíram entre 5 e 10 bps com a melhora nas tensões geopolíticas, e os spreads de crédito corporativo fecharam com o forte apetite ao risco.
O principal driver foi a confiança do mercado na durabilidade do cessar-fogo, com Trump afirmando que o conflito estava "muito perto do fim", apesar de um breve bloqueio do Estreito de Ormuz no início da semana. A temporada de resultados do primeiro trimestre começou em ritmo forte, com destaque para o setor bancário — JPMorgan, Citigroup e Goldman Sachs — impulsionando ainda mais o sentimento. O tema de IA segue forte, com projeções apontando para crescimento melhor que o esperado nas vendas de chips em 2026. Paralelamente, os ETFs de Bitcoin registraram entradas de capital, e os metais preciosos mantiveram momentum de alta em meio a uma melhora nos prêmios de risco.
No final de semana, os mercados continuaram a monitorar o acordo de cessar-fogo, com novos relatos de turbulência no Oriente Médio trazendo dúvidas sobre as perspectivas de uma resolução, pressionando as ações para baixo e elevando os preços do petróleo. O S&P 500 abriu em queda na segunda-feira após a sequência de máximas históricas, com as bolsas europeias também operando no negativo — indicando que os riscos geopolíticos ainda não desapareceram por completo.