Na semana passada, as bolsas americanas registraram forte recuperação, com o S&P 500, Nasdaq e Dow Jones fechando entre 3–5% em alta — marcando a segunda semana consecutiva de ganhos e levando o S&P 500 a apenas 2% de sua máxima histórica. O principal catalisador foi o cessar-fogo de duas semanas entre os EUA e o Irã, que aliviou os temores de um conflito mais amplo no Oriente Médio. Dados sólidos de emprego em março e números melhores do que o esperado do setor industrial reforçaram ainda mais o sentimento de alta.
Os mercados de renda fixa se mantiveram estáveis, com os juros do Tesouro americano de 10 anos recuando 3 pontos-base para cerca de 4,32%, à medida que o mercado avalia as implicações inflacionárias dos preços de energia. Os spreads de crédito de high yield também fecharam, refletindo maior apetite por risco e uma recuperação do crédito corporativo após a volatilidade de março. Enquanto isso, ouro e prata registraram altas iniciais impulsionadas pelos temores do conflito, antes de se estabilizarem junto com a queda dos preços do petróleo, enquanto os ativos ligados a criptomoedas avançaram com a melhora no sentimento — o Bitcoin teve alta de +5,5% na semana.
Apesar do otimismo da semana passada, os riscos permanecem no radar. No fim de semana, as negociações de cessar-fogo não avançaram, com novas ameaças de bloqueio do Estreito de Ormuz levando os futuros das bolsas 1% para baixo. Enquanto isso, a temporada de resultados do primeiro trimestre de 2026 começa com altas expectativas de crescimento de lucros de aproximadamente 15% para o S&P 500, com atenção inicial voltada para o setor bancário.