Forte volatilidade nos mercados na semana passada, dado as tensões geopolíticas no Oriente Médio, resultando na alta dos preços do petróleo e preocupações inflacionárias. Os principais índices de ações caíram, com o S&P 500 -1,9% e Nasdaq -2,0%, enquanto os mercados de renda fixa enfrentaram pressão com os juros das Treasuries subindo 15 a 20 pontos-base ao longo da curva, enquanto os spreads de crédito abriraram com o aumento da aversão ao risco.
O principal catalisador foi a disrupção do petróleo, que levou os preços do WTI e Brent quase +50% desde o início do conflito, alimentando temores de estagflação: crescimento econômico estagnado e inflação alta impulsionada por energia. As expectativas de política monetária do Federal Reserve mudaram drasticamente, com os mercados agora precificando nenhum corte nos juros em 2026, já que os riscos de inflação "mais alta por mais tempo" dominaram o sentimento.
Enquanto isso, ativos como bitcoin e metais preciosos mostraram inconsistência, com ouro recuando de máximas anteriores acima de US$ 5.000, enquanto prata falhou em manter força inicial e caiu junto com outras commodities. O sentimento de aversão ao risco também levou a fortes saídas de capital dos mercados emergentes.
Após o período turbulento, a nova semana começa em tom mais positivo, após Trump anunciar conversas construtivas com o Irã e um possível cessar-fogo. Bolsas sobem 2-3% e os juros das Treasuries operam em queda de 3-4 pontos-base.