O ABC dos investimentos nos Estados Unidos: o que são bonds, ETFs, REITs, ADRs, Treasuries e muito mais
Reunimos um glossário com os principais termos que todo investidor com um portfólio internacional precisa conhecer.
Investir nos Estados Unidos — o maior mercado financeiro do mundo — hoje é acessível a todos os perfis de investidores, seja você mais conservador ou alguém que está começando com valores menores. Segundo especialistas, até investidores com menor apetite ao risco têm bons motivos para dolarizar parte do patrimônio: isso ajuda a proteger contra a inflação local e a desvalorização da moeda.
Como em qualquer decisão financeira, informação é o melhor ponto de partida. Com base em conteúdos originalmente publicados pela Valor Investe, especialistas do Inter reuniram um glossário com conceitos essenciais para quem quer investir no mercado americano.
Ter parte do patrimônio no exterior é fundamental para investidores de longo prazo, segundo Maurício Garret, Head of International Desk do Inter. Os benefícios se concentram em três pilares principais:
Por que investir no exterior
Proteção patrimonial
Manter parte dos investimentos em dólar ajuda a preservar o poder de compra ao longo do tempo, protegendo contra inflação e desvalorização cambial nos mercados locais. Isso impacta desde despesas do dia a dia — como alimentação e combustível — até compras maiores, como eletrônicos.
Diversificação real
Os mercados globais dão acesso a empresas, setores e oportunidades que muitas vezes não existem no mercado doméstico, especialmente em tecnologia, inteligência artificial e energia.
Mais opções de investimento
De depósitos a prazo a fundos globais, há soluções para todos os perfis e objetivos.
Acima de tudo, a consistência é fundamental. Estudos mostram que investir de forma regular ao longo do tempo é um dos principais fatores para o desempenho no longo prazo.
Mercados, bolsas e índices
NYSE (New York Stock Exchange)
Fundada em 1792, em Nova York, é a bolsa de valores mais antiga e tradicional do mundo. Lista empresas de diversos setores, como financeiro, industrial, saúde e energia. Atualmente, é a maior bolsa do mundo em valor de mercado.
NYMEX (New York Mercantile Exchange)
Maior mercado físico do mundo para negociação de futuros e opções de commodities, com foco em energia — especialmente petróleo (WTI) e gás natural. Faz parte do CME Group e é referência global para preços de energia.
NASDAQ
Criada em 1971, foi a primeira bolsa totalmente eletrônica do mundo. É o principal ambiente de negociação de grandes empresas de tecnologia e inovação.
ICE Futures Europe (Intercontinental Exchange Europe)
Com sede em Londres, é uma das maiores bolsas de derivativos do mundo. Nela são negociados os contratos futuros de petróleo Brent, referência para grande parte do mercado global de petróleo.
S&P 500
Considerado o principal termômetro do mercado americano, acompanha as 500 maiores empresas dos Estados Unidos. Seu desempenho costuma refletir a saúde da economia do país.
Dow Jones
Um dos índices mais antigos do mundo, criado por Charles Dow e Edward Jones, fundadores do The Wall Street Journal. Monitora 30 grandes empresas americanas tradicionais.
Nasdaq Composite
Índice que reúne todas as empresas listadas na Nasdaq, com forte concentração em companhias de tecnologia e da chamada “nova economia”.
Produtos de investimento
Ações (Stocks)
Representam uma fração do capital de uma empresa. Ao comprar uma ação, o investidor se torna sócio do negócio.
ETF (Exchange Traded Fund)
Fundo negociado em bolsa que reúne uma cesta de ativos. Pode acompanhar um índice, um setor específico ou uma classe de ativos.
REITs (Real Estate Investment Trusts)
Empresas que investem em imóveis geradores de renda, como shoppings, centros logísticos e hotéis. Distribuem dividendos regularmente, geralmente em dólar.
ADR (American Depositary Receipt)
Certificados negociados nos EUA que representam ações de empresas estrangeiras, como Petrobras ou Vale.
Treasuries (Títulos do Tesouro dos EUA)
Títulos de renda fixa emitidos pelo governo americano, considerados entre os investimentos mais seguros do mundo. Podem ser de curto, médio ou longo prazo.
Corporate Bonds (Títulos privados)
Dívidas emitidas por empresas. Em troca do capital emprestado, o investidor recebe juros periódicos em dólar.
Time Deposits (Depósitos a prazo)
Aplicações em que o investidor empresta recursos a uma instituição financeira por um prazo determinado, recebendo juros no vencimento. São opções mais conservadoras.
Fundos de Investimento (Mutual Funds)
Fundos geridos profissionalmente que reúnem recursos de diversos investidores em uma carteira diversificada. Diferente dos ETFs, costumam ser precificados uma vez ao dia.
Commodities
Matérias-primas negociadas globalmente, como petróleo, ouro, café e produtos agrícolas.
BDR (Brazilian Depositary Receipt)
Certificados negociados na B3 que representam ações de empresas estrangeiras.
Termos‑chave
Dividend Yield (DY)
Percentual do lucro pago ao acionista em forma de dividendos.
Bull Market
Período de alta nos mercados, marcado por otimismo dos investidores.
Bear Market
Queda de 20% ou mais nos preços dos ativos, geralmente associada a pessimismo.
P/L (Preço/Lucro ou P/E)
Mostra quanto o mercado está disposto a pagar por cada unidade de lucro de uma empresa.
Blue Chips
Ações de empresas grandes, consolidadas e financeiramente estáveis, conhecidas pela previsibilidade e solidez.
Portfólio
Conjunto de todos os investimentos de um investidor. Um portfólio bem estruturado é diversificado entre diferentes classes de ativos.
Volatilidade
Medida da variação de preço de um ativo. Quanto maior a volatilidade, maior o risco — e também o potencial de retorno.
Hedge
Estratégia para proteção do portfólio contra perdas, funcionando como uma espécie de seguro.
Growth
Empresas focadas em crescimento e expansão, que costumam reinvestir lucros em vez de distribuir dividendos.
Value
Empresas mais maduras e estáveis, normalmente associadas ao pagamento consistente de dividendos.
Custos e tributos
Spread
Diferença entre a taxa de câmbio de mercado e a taxa aplicada na conversão de moeda.
Taxa de corretagem
Valor cobrado pela corretora a cada compra ou venda de ativos.
Expense Ratio
Taxa de administração dos fundos, descontada diretamente da rentabilidade.
IOF (Imposto sobre Operações Financeiras)
Imposto brasileiro aplicado no envio de recursos ao exterior, geralmente em torno de 1,1% para investimentos.
W‑8BEN
Formulário utilizado para declarar residência fiscal fora dos EUA, ajudando a evitar dupla tributação.
Retenção na fonte (Withholding tax)
Imposto retido diretamente sobre rendimentos. Nos EUA, pode chegar a até 30% sobre dividendos.
